No TRT, juiz propõe prorrogar Convenção Coletiva por mais 45 dias após ação instaurada de dissídio coletivo na última quarta feira (21), alegando não aceitar as reduções de direitos oferecida pelo SIEEESP, que apenas está seguindo a nova legislação pós reforma trabalhista.

O vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Carlos Alberto Husek, propôs a prorrogação da Convenção Coletiva dos professores de educação básica por 45 dias, a partir de 2 de abril (data em que as cláusulas atuais não estariam mais garantidas). Neste período as negociações devem ser retomadas. A proposta foi feita durante a primeira audiência de conciliação no TRT, realizada na sexta-feira, dia 23.

Os empregados almejam convenção por dois anos, com vigência até 2020, reajuste e participação nos lucros, manutenção dos atuais direitos coletivos e a inclusão de novos direitos, a maior parte deles como tentativa de proteger a categoria contra a reforma trabalhista, e ainda pedem:

– proibição da terceirização na contatação de professores

– proibição da contratação intermitente

– isonomia: os salários só podem diferenciar-se por plano de carreira, com critérios de titulação e antiguidade

– envio obrigatório ao SinproSP de cópia do plano de carreira

– pagamento da hora-tecnológica

– ampliação da licença maternidade para seis meses, inclusive por adoção ou guarda

– acesso dos dirigentes sindicais às salas de professores, nos horários de intervalo